ESTABELECE METAS REALISTAS E IGNORA A “PERFEIÇÃO”

Voltaire disse: “Perfeito é inimigo do bom”.

Muitas vezes gostávamos que as nossas vidas fossem diferentes. Queríamos um trabalho melhor, mais dinheiro, emagrecer mais rápido e sentirmo-nos mais felizes.

O facto de nos criticarmos demasiado é a causa da maior parte da nossa dor e infelicidade. Muitas vezes esquecemo-nos da beleza que existe nas nossas vidas, à nossa volta e no nosso próprio corpo, e também subestimamos o poder dos nossos pensamentos e do diálogo interno. Se formos mais agradáveis connosco, e menos críticos, tudo e todos serão mais agradáveis também. 

Somos os nossos maiores críticos

Quantas vezes entraste no Ano Novo e disseste “Desta vez vou alcançar os meus objetivos”?

Nem todas as resoluções de Ano Novo são alcançáveis, e é normal ficarmos com raiva ou ficarmos chateados connosco próprios quando surgem desafios. Mas, o verdadeiro desafio, está em quão rápido podemos aceitar, resolver e continuar o nosso caminho.

Várias pesquisas mostraram que a autocrítica está ligada à depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Sentimos raiva, medo, frustração ou decepção porque nos julgamos a nós mesmos, aos nossos sentimentos e às nossas experiências, com muita severidade. Em vez de sermos o nosso melhor amigo, muitas vezes somos o nosso maior inimigo. 


Os números não te definem

Não deixes que o teu peso defina o quão fantástica és! Somos nós que nos dizemos a nós próprios que não somos bons o suficiente. Esquecemo-nos do que já conquistámos, e que temos muitos motivos para estar orgulhosos de nós. Apenas nos fixamos nos 5kg que ainda faltam perder, e não nos 10kg que já perdemos. Concentramo-nos nas 48 semanas restantes do ano, não nas refeições saudáveis que criámos ou nos treinos que concluímos até agora.

O que te queremos dizer é: foca-te no quão longe já chegaste e nas coisas positivas que já aconteceram na tua vida até agora. 

Deixa os teus pontos fracos tornarem-se nos teus pontos fortes

Temos que ser honestos: nós também costumávamos ser duros connosco, e a maioria das coisas estava fora do nosso controlo. Com o tempo, percebemos que amarmo-nos e termos mais confiança em nós e no nosso corpo, fez com que as outras pessoas nos vissem de maneira diferente.

Não te compares com os outros

Só porque não conseguimos fazer o pino sem parede, como a pessoa ao nosso lado na aula de yoga, não significa que somos inúteis! Lembra-te dos teus pontos fortes. Lembra-te de que só porque não podes fazer algo agora, não significa que nunca serás capaz de o fazer. A pessoa ao teu lado pode ter levado cinco longos anos e várias lutas mentais até que finalmente fosse capaz de o fazer.

Tu tens os teus próprios pontos fortes que te tornam única, e que os outros apreciam. Talvez sejas boa ouvinte, ótima cozinheira ou sejas incrível a contar histórias. Ama-te pelo que és. 

O poder das expectativas

Concentra-te em definir metas realistas e alcançar pequenos marcos, não apenas em atingir a meta final. Comemora cada pequeno marco, não importa o quão pequeno seja, e tem orgulho em ti! Depois de atingires uma meta, define a próxima de forma realista.

Por exemplo, se a tua meta é perder peso, tenta não pensar no número final que desejas atingir. O teu objetivo não deve ser perder 20kg. Em vez disso, foca-te em perder meio kg ou 1kg por semana, ou 2-4kg por mês.

Ficamos facilmente desanimados se as nossas expectativas não são realistas, o que nos faz desistir cedo demais. Observa todas as mudanças positivas. Por exemplo, talvez tenhas aumentado a tua energia durante o dia, ou talvez já não fiques a “morrer” depois de subir um lance de escadas. Sê grata por isso. 

A escolha é só nossa

É hora de escolheres amar-te e cuidar-te. É hora de implementares na tua rotina exercício físico e refeições saudáveis e equilibradas, estabelecendo metas realistas: quer grandes, quer mais pequenas. É hora de olhares para os teus pontos fortes e de os usares para gerir melhor os desafios.

Não lutes pela perfeição. Tu és perfeita tal como és!